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terça-feira, 5 de março de 2013

Educação Indígena



Educação Indígena


Os problemas enfrentados pelos povos indígenas são muitos: a maioria das terras
ainda está em fase de demarcação ou homologação; as áreas indígenas invadidas por
não-índios; dificuldade de acesso à saúde e à educação.
Entretanto, diversas etnias têm buscado, nos últimos tempos, a educação escolar
como um instrumento em favor da redução das desigualdades, de afirmação de direitos e
conquistas e de facilitar o diálogo Intercultural com os diferentes agentes sociais.
A educação indígena se caracteriza pelos processos tradicionais de aprendizagem
e aquisição dos saberes peculiares de cada etnia, esse conhecimento é transmitido de
forma oral no dia-a-dia, nos rituais e nos mitos. Museus e Associações Culturais Indígenas
têm realizado um trabalho permanente de divulgação da arte e da cultura, contribuindo
para preservar as tradições e as diversidades como veículos de afirmação de cada etnia.
Lideranças indígenas e pesquisadores fazem distinção entre educação indígena e
educação escolar indígena. Essa última complementaria aqueles conhecimentos
tradicionais por processos de ensino-aprendizagem que lhes garantissem acesso aos
códigos escolares não-indígenas. A formação da consciência da cidadania, a capacidade de reformulação de estratégias de resistência, a promoção de suas culturas e a apropriação das estruturas da sociedade não-indígenas, pela aquisição de novos conhecimentos úteis para melhoria de suas condições de vida, estão em pauta nas propostas relativas à educação escolar
indígena. Abandonam-se os pressupostos educacionais que, desde a colônia, tinham características integracionistas visando a homogeneização da sociedade brasileira pelaaculturação e assimilação. Atendendo às demandas e às experiências inovadoras desenvolvidas por organizações indígenas, a educação escolar indígena passa a ser reconhecida pela constituição de 1988 e pela legislação relativa à educação como comunitária, intercultural, bilíngüe, específica e diferenciada. A educação diferenciada possibilita que o ensino trabalhado em cada escola preserve os universos sócio-culturais específicos de cada etnia. Daí ela ser bilíngüe, preferencialmente ministrada por professores indígenas em escolas indígenas nas aldeias e com programas curriculares definidos pelas próprias comunidades. Em 2005 o Censo Escolar Indígena indicava um enorme crescimento do número de professores indígenas atuando em suas comunidades em relação aos últimos vinte anos. No entanto, o Censo aponta que ainda faltam escolas nas aldeias, especialmente de ensino médio. Esse gargalo tem feito as organizações indígenas pressionarem os órgãos governamentais para que as políticas públicas indigenistas, previstas em dispositivos legais, se ampliem. Condições técnicas e financeiras como construção de escolas, recursos para produção de material didático apropriado e qualificação profissional são as principais reivindicações visando garantir o processo educacional em curso.
Para qualificação profissional existem os cursos de ensino médio que habilitam
para o magistério indígena no ensino de 1ª a 4ª séries. Além deles, os cursos de ensino
superior em Licenciaturas Indígenas têm formado docentes para atuarem no ensino
fundamental (5ª a 8ª séries) e no ensino médio. Atualmente, professores de
aproximadamente 90 etnias cursam a Licenciatura Específica para Indígenas em
Universidades Federais e Estaduais das mais diferentes regiões do país. Por outro lado,
algumas Universidades já vem reservando vagas aos indígenas em diversos cursos como
medicina, enfermagem etc. A Universidade Federal de São Carlos criou uma vaga em cada
um de seus cursos (37) para as etnias indígenas, com processo seletivo exclusivo, o que
deverá ocorrer já em 2008.

Postado por Patricia dos Santos Trindade

domingo, 3 de março de 2013

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2013


Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2013

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2013 ocorrerá entre 21 e 27 de outubro de 2013. O tema principal será: “Ciência, Saúde e Esporte”. Serão promovidas e estimuladas em todo o país atividades de divulgação científica e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com esse tema. A SNCT é coordenada nacionalmente Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação., desde  sua criação por decreto  presidencial em 2004. Em 2012, foram realizadas cerca de 27.000 atividades em mais de 700 municípios brasileiros.
A realização dos grandes eventos esportivos mundiais que o Brasil sediará nos próximos anos - Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Jogos Olímpicos (2016) e Jogos Paraolímpicos (2016) - colocam o país no centro das atenções do esporte mundial. O lema da SNCT 2013 foi escolhido com o intuito aproveitar o momento propício desses eventos, que despertam grande interesse do público e da mídia, para debater, estimular e fazer atividades em escolas, universidades, comunidades e locais públicos que estejam relacionadas com a ciência, a tecnologia, a saúde e o esporte. A SNCT 2013 organizará e apoiará ações que promovam a interação entre esporte, ciência e saúde, mostrando ao público como a ciência e a tecnologia são hoje elementos essenciais no domínio esportivo.
Uma educação de qualidade, que incorpore estas dimensões, é um elemento indispensável para possibilitar uma formação cidadã adequada para o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, as ações da SNCT pretendem explorar e estimular a aprendizagem sobre o funcionamento do corpo humano nos esportes, nos exercícios, nos movimentos e na sua relação com o entorno natural, do ponto de vista da ciência.
Convidamos as instituições de pesquisa e ensino, universidades, escolas tecnológicas e profissionais, secretarias estaduais e municipais de C&T e de educação, saúde e esporte, fundações de apoio à pesquisa, órgãos governamentais, espaços científico-culturais, escolas de todos os níveis, prefeituras, empresas, clubes e ginásios esportivos, postos de saúde, entidades científicas e tecnológicas e organizações da sociedade civil, bem como cientistas, professores, pesquisadores, técnicos, estudantes, desportistas, profissionais da saúde, comunicadores da ciência e todos os interessados, para que coloquem a data da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2013 em suas agendas, iniciem o processo de sua preparação e participem intensamente de sua realização.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/6655/Semana_Nacional_de_Ciencia_e_Tecnologia_de_2013.html

O que é a Biotecnologia?


A biotecnologia é uma área interdisciplinar fortemente ligada à pesquisa científica e tecnológica que tem como principal objetivo desenvolver processos e produtos utilizando agentes biológicos.
De acordo com a ONU, “Biotecnologia significa, qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica.” (ONU, Convenção de Biodiversidade 1992, Art. 2).
A Biotecnologia moderna engloba áreas de aplicações biológicas em saúde e biomedicina, na agricultura e na produção de insumos industriais, com uma forte orientação multidisciplinar e experimental. Dentre as disciplinas que constituem as bases da Biotecnologia destacam-se aquelas das áreas biológicas (principalmente microbiologia e biologia molecular), das áreas químicas (química orgânica, química analítica e bioquímica) e das áreas de engenharia (principalmente engenharia bioquímica ou de bioprocessos).
A interdisciplinaridade da Biotecnologia moderna pode ser exemplificada por algumas de suas aplicações industriais. Na indústria farmacêutica: desenvolvimento de novas drogas, farmacoterapias, produção e melhoramento de antibióticos, produção de proteínas recombinantes para fins terapêuticos, vacinas, estabelecimento de terapias gênicas e outras estratégias para o tratamento de doenças animais e vegetais. Nos laboratórios de análises: desenvolvimento de testes diagnósticos clínicos, alimentícios, agrícolas e ambientais. Na agricultura: desenvolvimento de novas variedades de cultivos/organismos transgênicos. Na indústria alimentícia: diversas aplicações na produção e no controle de qualidade de produtos alimentícios e bebidas. No meio ambiente: tratamento de esgoto e efluentes industriais, bioremediação, biocombustíveis. Na Indústria química: produção de insumos químicos, enzimas e outras proteínas recombinantes. Na instrumentação: desenvolvimento de bioreatores, softwares e consumíveis da área biotecnológica. Na medicina: desenvolvimento de biomateriais reparativos e bioindutores, produção de órgãos e tecidos biológicos ex-vivo.
Estimativas mais conservadoras apontam a Biotecnologia como responsável por aproximadamente 1% do PIB dos países da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development), com um potencial atual de contribuir para 5,6% do PIB destes países. Estima-se que, em 2030, a área de Biotecnologia contribua para 80% dos novos medicamentos, 35% da produção química, 50% da produção do setor primário, num total de 2,7% do PIB dos países ligados à OECD, ou seja, em torno de 1 trilhão de USD.
No Brasil, a Biotecnologia é uma das principais linhas de ação de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em áreas consideradas estratégicas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Uniesp São José dos Campos